terça-feira, 1 de maio de 2012
Porque escrever?
Essa paixão pelas palavras me levou a uma pequena pesquisa, pesquisa tal, que todo ou ao menos a maioria dos seres humanos já teve que estudar em aulas de português e história.
As necessidades de registrar os acontecimentos surgiu com o homem primitivo nos tempos das cavernas, quando estes começou a gravar imagens nas paredes. Ao imaginar nossos ancestrais, “os homens das cavernas” que já tinham essa necessidade de registrar informações a tantos milhares de anos, pessoas queriam eternizar momentos, e é isso que sinto.
As palavras me fascinam, muito menos que atitudes é verdade.
Mas com elas, imortalizo lembranças, e sentimentos. Elas me dão liberdade de entrar e trilhar caminhos que são só meus, que por opção posso dividi-los com amigos mais chegados e até com inimigos mais distantes (e que eles fiquem bem longe).
Os momentos de alegria podem e devem ser descritos, escritos e contados como, por exemplo, lembranças da infância. Penso que talvez fosse mais feliz se alguém estive rabiscado em algum papel senas que tivessem marcado suas vidas, eu sendo o protagonista ou mero coadjuvante, não importa, o importante é poder navegar no tempo e nas palavras. Nessa imensidão onde você pode optar por se afogar e não morrer.
As palavras me perdem de mim e eu me encontro nelas. Esses pesares, pensares e devaneios que posso codificá-los e exprimi-los, exprimindo-os e expressando nas mais singelas palavras, me encanta deveras.
Isso me faz expandir, querendo contagiar a todos. O que me faz querer e sonhar em talvez um dia, quem dera fosse muito breve, pode criar uma bomba como a de Hiroshima. Eu mesmo a criaria e faria questão de subir no mais alto monte, quem sabe escalar o Everest e soltá-la. E que a irradiação fosse completa, alcançando os mais remotos dos lugares, os mais inacessíveis, os inexploráveis. Esse explosivo causaria um efeito devastador, estrondoso e revolucionário, aumentaria a fome por palavras e conhecimento, um desejo absurdo de eternizar sensações únicas e particulares. Um dia misturarei alguns ingredientes que tenho experimentado e farei um protótipo dessa minha ideia.
Ah, eu poderia passar muito tempo escrevendo sobre tudo que já foi falado e até de algo que não foi revelado. Porém, pararei por aqui, pois acredito que consegui expressar uma gota desse oceano.
Escrevo porque gosto. Uma liberdade que se assemelha a um pássaro, outrora cativo e em dado momento podendo explorar cada centímetro do céu, o céu agora é o seu limite.
Apenas escrevo o que sinto e não minto quando digo que escrevo.
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