segunda-feira, 4 de março de 2013

Sentir[NÃO]Sentir



Vem cá, senta aqui e vamos conversar um pouco. Me deixa te fazer algumas perguntas pra tentar te entender, pra tentar entender esse seu medo de se entregar, esse seu medo de se permitir sentir, esse medo do que as pessoas vão falar ou pensar. Vamos me conte, explique-se, exponha-se – se quiser. Lembra? Somos amigos.

Estou falando de um A-M-I-G-O; desses do tipo que quando acontece algo novo você quer correr pra contar, independente de ser uma coisa boa ou algo triste.
Estou falando do tipo de amigo que você não usa máscaras, capas ou coisas do tipo. Estou falando do amigo que conhece você nu e cru, com todos os seus defeitos e qualidades. 
Estou falando daquele tipo de amigo, que você o considera como um irmão, sei lá, mais que um irmão. 
Estou falando daquele tipo de amigo que você o chama pra sair e já sabe a resposta, mesmo assim faz questão de chamá-lo. 
Estou falando daquele tipo de amigo que se ganhar na loteria, ele ficaria rico com você.


Detalhado o tipo de amigos que somos, seguimos com o assunto em questão.

Não podemos negar. Sentimos. Sentimos o frio na espinha, sentimos medo, sentimos aquela insegurança, sentimos e sentimos. Sabemos exatamente o que está se passando com a gente, mas deixamos o medo construir sua casa sobre nós. Fingimos não sentir. Não está ali. E terminamos perdendo a nossa essência, o que realmente somos e sentimos. E terminamos perdendo uma página que poderia ser A PÁGINA da nossa vida. Eu sei que às vezes dói, que machuca e que é necessário ter muita coragem pra enfrentar tudo e todos, e que não é fácil. Mas você achou que realmente seria fácil? A vida não é fácil pra ninguém meu amigo. E sentir dor é um bom sinal, ela nos diz que ainda estamos vivos, ela nos diz que ainda sentimos. Sentimentos não são para estar guardados sob embrulhos e caixinhas, são pra ser sentidos, vividos. Se você assim não o fizer, jamais vai se sentir vivo de verdade.

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