sexta-feira, 20 de julho de 2012

Foi bom te conhecer!



Ei, eu não deveria estar te dizendo isso. Mas você agora faz parte dos meus dias, dos meu pensamentos, dos meus sentimentos, da minha vida. Não precisa falar, eu sei, tínhamos um acordo. Sentimentos não estava no contrato como você disse. Eu concordei. No entanto não consegui cumprir, fui fraco, fui menos racional e mais emocional, fui menos automático e mais manual. Acabei quebrando o contrato assinado por nós dois.

Tentei de todas as formas; briguei, gritei, chorei, saí aos tapas com o tolo do meu coração. Como eu nunca fui bom de briga, fui levado ao nocaute. Caí no tatame e não consegui levantar. Perdi essa batalha, talvez um dia quem sabe eu ganhe a guerra. Agora levanto a bandeira branca, rubra de sangue. Juro, que queria vomitar esse músculo vermelho que bombeia o sangue para o corpo e colar de novo cada pedaço, como se junta um quebra-cabeça.

Não entendo como as pessoas conseguem separar tão bem a cabeça do coração se eles ficam a menos de vinte centímetros um do outro. Ah, como eu te invejo. Gostaria de ser como você, totalmente racional, totalmente certo de que não pode e não deve. Parabéns pra você, assim você vive mais e sofre menos. E é isso que te desejo: toda felicidade, todos os sonhos realizados, te desejo um grande amor correspondido. Talvez, você ache que viverá solitariamente a vida inteira. Eu afirmo que não. Serás escandalosamente feliz! Você deve está me achando um louco agora, mas eu sou e vou te contar um segredo: os loucos são os melhores.

Só quero agradecer: foram momentos incríveis, sensações indizíveis. Quando estávamos juntos realmente me sentia feliz e completo. Foi tudo tão casual, foi tudo tão rápido. Aquele banho marcou a minha vida, não esquecerei jamais. Aquelas frases martelam em minha mente como badaladas dos sinos da igreja em dia de missa. “- O que é que a gente está fazendo? – Estamos fazendo alguma coisa de errado? – Estamos fazendo amor.”

Eu gosto. Ou gostava da sua companhia, da sua cama com lençol branco, daquele seriado bobo que arrancava sorrisos singelos dos seus lábios, do chocolate que você sempre oferecia e que as vezes eu rejeitava e as vezes experimentava. Eu gosto. Ou gostava do seu sotaque, de dormir de conchinha. É bom, ou era bom me enrolar com você, não falo apenas no roçar do pé depois que a gente deitava. Falo de sentir o calor, falo de paladar e das vezes que o teu gosto me vem a boca, de quando você roncava e eu achava engraçado e só decorava cada traço do teu rosto enquanto você dormia, quando estávamos juntos eu sentia como se o mundo parasse, eu sei que ele não para, eu sei que o mundo gira. E eu sei que por mais que o tempo passe, vai ser assim. O sentimento não será recíproco. Eu coloquei expectativas onde eu nada poderia conquistar.

Então escolho ir seguindo, escolho ir caminhando pela vida, dando um passo de cada vez. Um dia quem sabe, talvez eu viva de verdade. Porque agora, eu vivo minhas mortes.
-  Foi bom te conhecer!

Nenhum comentário:

Postar um comentário